segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cazuza

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

4 comentários:

disse...

q q rola qdo a gente desiste dessa história de amor?

Inconnue disse...

Acho que ou a gente deprime, ou a gente desencanta de vez... eu ainda nao desisti, mas nunca se sabe...

Caldinas disse...

Oi! Muito obrigado pela visita e comentário no iColetivo.

Curiosidade: como descobriu?

Proposta: não quer enviar um sonho também?

Inconnue disse...

Oi Bruno!
Descobri pelos interesses comuns dos nossos perfis. Quando eu tiver um sonho ou pesadelo interessante eu conto sim!
Alis, interessantissimo o blog! Se eu fosse da area da psicanalise ia fazer minha tese de doutorado em cima, mas eu sou das Letras e da Linguistica.
Muito legal mesmo!!